Tudo bem, ainda não conferi a terceira nem estou acompanhando a quarta temporada, mas desde já, para SERIAL FOLLOWERS como eu que ainda não assistiram Homeland, deixo a dica: assista.
Órfão de Breaking Bad e ansioso por House of Cards, zapeando o Netflix comecei sem compromisso a ver a jornada de Carrie Mathison, desacreditada, maluca, mas ainda assim a espiã mais humana da CIA na TV, em perseguição contra os planos de Abu Nazir, terrorista da Al-Qaeda.
O plote essencial da série trata-se de um fuzileiro recém resgatado, após 8 anos preso pelos terroristas no Iraque. Depois de dado como morto, ele volta aos Estados Unidos como um herói. Porém a coisa começa ficar interessante com a entrada da pirada Carrie. Ela foi a única a achar estranho o reaparecimento repentino de Nicholas Brody e os motivos pelos quais seus algozes o manteve vivo por todos esses anos. Então começa o jogo.
Sim, as duas primeiras temporadas estão acima da média, porém não satisfazem 100%, talvez por não se focar integralmente em um personagem, como nas duas outras obras citadas acima. Carrie é a nossa protagonista, porém não acompanhamos o desenrolar da história do seu ponto de vista. Faltou coragem para manter uma mulher como protagonista numa série de drama-ação-policial? Faltou a trama, o tom de espionagem e sobrou spoilers. Sim, o espectador sabe muito. Talvez se alguns fatos fossem 'escondidos' e apenas pistas fossem deixadas, acompanhando apenas o que Carrie e a CIA sabem, desconfiando de tudo e de todos, Homeland subiria ao topo do ranking, mas sobrou falsos mistérios que não levaram a lugar nenhum, dramas familiares que tem sua importância sim para o desenvolvimento mas foram por demais explorados e não levaram a nada.
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...Spoilers Alert!...
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...Spoilers Alert!...
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...Spoilers Alert!...
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Por falar nisso, acompanhamos com muita expectativa o Reality Show na casa do sargento, para não descobrirem nada. Apenas para desembocar num romance, que também não deu em nada. Mas a primeira decepção foi o suposto padrão no movimento das mãos de Brody, transmitido pela TV para todo o país. Quando vi isso, pensei, essa série é foda! só que não. Simplesmente é explicado que não há padrão! pronto. Outra coisa massante, a excessiva atenção dada ao drama pela ex-viúva com seu ex-futuro segundo marido e as relações familiares com o filho mais novo, quando só falam nos treinos dele. O 'amigo' do sargento simplesmente não acrescentou em nada na história, bastava dizer que ele foi lá e marcou presença enquanto o Brody estava fora. E o filho mais novo, cujo nome nem lembro, foi tão importante que praticamente nem aparece na segunda temporada.
... Fim do desabafo dos SPOILERS ...
Claro, alguns vão dizer que tudo isso faz parte do desenvolvimento dos personagens e será importante no final de tudo, mas cada temporada deve ter sua trama própria. Começo, meio e fim. Não fosse o formato de 12 episódios por temporada, certamente eu não teria começado a assistir, mas se fossem apenas 8, teríamos menos pontos contra. E o velho enchimento de linguiça pode ameaçar o desenvolvimento das temporadas. Certas histórias não devem render muito. Por falar nisso, uma grande série não se faz sem um grande ator. Neste caso, grande atriz. Ponto para Caire Danes, uma dessas interpretações onde você sabe exatamente o que o personagem está pensando apenas com o olhar e as expressões. Sem falar dos tiques pirados!
Mas vamos ver como Homeland se sai após a quarta temporada, quando estarei aqui de volta pra contar. De qualquer modo, recomendo!
Mas vamos ver como Homeland se sai após a quarta temporada, quando estarei aqui de volta pra contar. De qualquer modo, recomendo!

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