Agradar a Gregos e Troianos sempre foi uma tarefa quase impossível. Mas ainda assim, para os produtores e roteiristas, acredito que o objetivo da série é atrair o espectador eventual que acompanha qualquer série e principalmente policial, e também agradar aos fãs, leitores ou não, de Batman. Tentar atrair a todos porém, sem focar em um aspecto, definindo-se como uma série policial ou não por exemplo pode ser um problema grave para o decorrer do enredo.
Inicialmente podemos notar um ótimo elenco, sem ressalvas. Apenas um destaque para Robin Lord Taylor. Sim, este é o nome do ator que interpreta o Pinguim. E tenho certeza que, pelo seu ótimo trabalho, carregará esse apelido para o resto de sua vida.
| Robin Lord Taylor, Pinguim |
Pelo que pude notar até aqui, os vilões aparentemente serão os grandes protagonistas da série. Com uma pitada de clichês bem Smallville, com o vilão da semana, que aparece do nada e some da mesma forma, Gotham tenta misturar várias fórmulas que já deram certo, como um clima investigativo CSI, mas sem grandes descobertas da polícia que apenas resolve os casos com seus 'informantes', e um plano de fundo de grupos de criminosos que lutam para dominar a cidade, mas que de longe definem a série como um drama de máfia.
Nesta salada de referências de gêneros e fórmulas, Gotham tem seu mérito e minha atenção apenas por se tratar da cidade natal de um dos maiores ícones da indústria do entretenimento. Caso contrário, seria apenas mais uma série que cairia no esquecimento. Mas vou torcer para que dê certo e que nos próximos episódios e temporadas, ela possa seguir para um caminho mais autêntico e deixe sua marca no cânone do universo do Morcego, ou quem sabe, no Universo DC.
| Selina Kyle, desenvolvendo bem a futura Mulher-Gato |
Pelos seu ótimo elenco, o plano de fundo da cidade sombria e corrupta de Gotham e bons personagens como Selina e o Pinguim, por enquanto, vale a pena continuar observando...
P.S.: mais crítica sobre Gotham, apenas na 2ª temporada, caso a série continue neste mesmo nível.