terça-feira, 16 de setembro de 2014

CRÍTICA | HQ #1 Forever Evil (Vilania Eterna)




     Esta é a saga sobre vilões e vilania, como o próprio nome indica. Nela podemos descobrir o que aconteceu à Liga da Justiça pós Guerra da Trindade, descobrir como o Sindicato do Crime veio parar na Terra 0 e acompanhar os vilões sendo heróis.
     Após o início de discussões internas entre os integrantes da Liga em torno da Caixa de Pandora e das manipulações para incriminar o Homem de Aço por assassinato, foi possível ver que não estava tão fácil assim reunir nossos heróis em uma equipe coesa. Tudo não passava de um plano para destruir a LJ e para a Terra Zero ser invadida pelos vilões da Terra 3, um universo paralelo com o reverso dos heróis transformados em vilões, liderados pelo Ultramen, a versão ditatorial do Superman.

Capa da ed. Nº 1 de Vilania Eterna
  
     Com a Liga da Justiça completamente fora de circulação, com exceção do Morcego (deixando muitos fãs como eu bem satisfeitos) restaram apenas os nossos vilões para salvar a Terra, ou tirar o melhor proveito da situação, como queiram.
     Mas a saga vai além. Talvez através das capas isso não fique tão evidente, porém Geoff Johns elege um grande vilão para liderar a guerra contra o Sindicato e focar a trama, e não foi o Coringa, claro, mas Lex Luthor! (para alegria dos fanboys do Super).
A mente criminosa, ambiciosa e estratégica do empreendedor careca funciona muito bem. Quase toda a história acontece sob seu ponto de vista. Observar sua narrativa foi sentir-se na pele de um vilão, que hora defende sua bandeira, hora nos surpreende como herói. Sem falar da relação entre Luthor e sua criatura (o Bizarro). Esta dualidade entre o bem e o mal é recorrente não apenas nas atitudes de Lex, mas também em todos os outros vilões-salvadores.

Conheçam o Sindicado do Crime na imagem abaixo. A arte de David Finch é excelente e combina bem com o tom sombrio do plote da saga, assim como as cores.

Vilania Eterna, ed. nº 1 - Página 26 - DC Comics - Arte: David Finch - Cores: Sonia Oback - Arte-Final: Richard Friend

 Você leitor, que está acompanhando Injustice Gods Among Us (Injustiça, Deuses Entre Nós) deve estar pensando que já viu isso em algum lugar... sim, muitas vezes é possível confundir fatos e cenas. Após o grande sucesso de Injustice, que acontece em um Universo alternativo (que é mais irreal do que um Universo paralelo) não era de se estranhar que em breve os editores trouxessem para “realidade” o que funcionou bem “lá”.
Afinal, quem sai ganhando somos nós, os fãs, que sempre torcem para testemunhar um clássico nascer. E se é possível observar este Universo de cima, eu vejo que o advento dos Novos 52 junto com Guerra da Trindade e em seguida Vilania Eterna, formam respectivamente o 1º e 2º ato, com uma qualidade crescente, de algo maior que certamente irá agradar a todos no vindouro 3º ato!
Sim, Forever Evil é bom, e no final, cada leitor poderá tirar sua própria conclusão... se os vilões de fato se redimiram ou agiram por interesse próprio como um bom homem mal. Leia e deixe sua opinião e o que você espera para a próxima fase do UDC...

3 comentários:

  1. Bela crítica, me deixou interessado por essa saga e pela Guerra da Trindade.

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    1. Cara, fico muito feliz por ter despertado seu interesse. Se pelo uma pessoa curtiu, então o post já valeu a pena!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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